segunda-feira, 10 de maio de 2010

Animação! Parte1:

Estudando um pouco de animação, achei algumas raridades que devem ser compatilhadas: LA joie de Vivre é pra mim, e suponho que pro mundo uma obra chave da animação francesa. Feita por Antonhy Gross e Hoppin Hector em 1934 é uma obra completamente experimental e moderna.Os dois Brincaram com todas as influências da época: Fauvista, cubismo, arte deco. O preto e branco mostra os reflexos, as transparências e a perspectiva de uma maneira incrível. Me lembra felline e sua megalomania Italiana com o charme Frances inconfundível. Quando as duas personagens começam o balé interminável é como se não tivessem pés, como se flutuassem, o ritmo de tudo se apóia na trilha sonora incrível fazendo uma obra prima da animação! link alternativo no youtube. http://www.youtube.com/watch?v=Y2gxu7mD-5c

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Megalomaniaco

Grant Morrison é o mais criativo escritor de quadrinhos contemporâneos, Ele é Escocês, nasceu em Glasgow em 1960. Sua primeira obra prima foi “Arkham Asylum: A serious house on serious erth”, uma graphic novel do Batman super simbolista, um ano depois(1989) de a piada mortal teve a coragem de colocar o joker travesti e ser mestre tal como Allan Moore foi. Com isso se consolidou entre os ” fuckin fuckers”e foi fazendo viagens atrás de viagens. Trataremos aqui sobre outra obra pseudo-surrealistafuturistalouca feita no mesmo ano de Arkham Asylum... Em “as novas aventuras de Hitler ele segue uma decupagem quadrinhesca sensacional... A primeira pagina da primeira edição é impecável, o movimento dado a “cena” é quadrinho sim! E é quadrinho de mais alto nível. O roteiro colocando as melhores insanidades da maneira mais certa do mundo. Mostrando a loucura do personagem principalmente na composição visual.É isso, a voz do além soprou o que tá na cara, ele brinca com textura, com cores que são bem vivas e paradoxalmente opacas, ele contrasta o sombreado com o púrpura texturizado de estrelinhas . Não é a critica de spilgman, mas, é tão forte quanto, por se dá o direito de “viajar”. Grant usa todo o lisergico acumulado na sua cabeça por anos para nos mostrar o comum do astro, o surreal do cotidiano, o imperador do mundo sentado em uma mesa de bar com um cachorro cagando na sua mesa, cagando no semitas, negros, homossexuais e por fim a merda maior na boca do fürher e em cima de suas manias e loucuras, a merda é o cálice e ela trasborda numa latrina fedorenta. Obra prima sem duvida! Agora estou começando a entrar no submundo imaginário dos Invisiveis, e acho que só pela a primeira revista deve ser mais uma obra prima... Mas, isso fica para outro momento de empolgação. Site oficial do Grant Morrison: http://www.grant-morrison.com/ Para baixar As novas aventuras de Hitler: http://hqvertigem.blogspot.com/2008/03/as-novas-aventuras-de-hitler-01-02-mais.html

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mais uma historia igual as outras...

Um cara gordo vinha andando na minha direção, se arrastava carregando todos seus karmas e darmas cantando alguma coisa sobre o “não” saber. Sobre como abandonar, como esquecer, como conseguir sorrir, aquele homem gordo sem saber como fazer milhares de coisas e se arrastando para que sentíssemos pena. PENA? OH homem gordo vá vê se eu estou na esquina dançando uma cumbia com meu parceiro malhado, senhor genivaldo, tocando trompete com minha roupa colorida. Se for pra sentir pena é melhor desistir, não vou carregar pra você suas gorduras penosas, elas estão se desfazendo e todo mundo na rua consegue ver você indo embora, como um liquido de tecido adiposo e em cada esgoto do submundo você se encontra em pedaços, pedaços putrefatos de um homem que um dia foi um homem. Você agora caga em tudo e da sua boca só sai minhocas tristes, elas estão te comendo por dentro e você homem gordo só sabe deixar as portas abertas pras minhoquinhas. Seus neurônios estão se confundindo na hora das sinapses e as correntes nervosas estão indo pro seu pé e estão caminhando por você sem funcionalidade, como se fossem milhares de bixos de pé gigantes. Eu não vou sentir mais o desejo de ficar, homem gordo. A sua despedida é engraçada ele senta-se à mesa toma um copo de leite me diz como vai ser a minha vida e desaparece. É assustador vê um pseudo ectoplasma de tantas lembranças dançando brega no ar com a materialização da saudade e indo embora só indo embora. Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em mim. Como diria certo senhor vovô. Homem gordo vai voltar pra ela, ou ela na verdade é o homem gordo. Ou vai passar e nada vai ter existido... Vai saber, não é diferente de uma música de amor chata que nunca fala sobre nós mesmos...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Os clássicos contemporâneos parte 1*

“Qual é a cara do quadrinho brasileiro?”. Rafael grampá se pergunta em alguma entrevista de fácil acesso na internet. Uma duvida para um cara virou na contemporaneidade um dos maiores quadrinhistas do Brasil. “Death proof” de Quentin Tarantino , o topete de Elvis, a propaganda americana da década de 30, com crianças cabeçudas e coca-colas aparecendo como mensagens subliminares na tela, a decupagem a lá western spaghetti misturada com o sangue, a brutalidade e incrível magia de Takashi Miike, tudo misturado criando uma atmosfera estranha e despretensiosa. “Mesmo delivery” teve seu autor premiado com o prêmio Will Eisner, um dos maiores, se não, o maior premiação de quadrinho, o que foi incrivelmente merecido. Sentes a genialidade na despretensão fazendo assim uma das maiores obras primas da HQ brasileira, chegando para mim aos pés de Lourenço Mutarelli, Léo( Aldebaran), etc. Ele consegue mesclar toda a minha vontade de ser cruel, mostra isso em uma construção “quadrinhesca” que me deixou boquiaberta, o seu futurismo clássico nos coloca em um “de volta para o passado”, com toda aquela linda sujeira country estadounidense dentro de um road movie trash!!!! Para baixar ( Mas,comprar,pegar,ter deve ser sensacional!!) http://rapidshare.com/files/191618083/Mesmo_delivery_gibiscuitsBR.rar * Parte 1, mas sem compromissos futuros...ha!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

uhuul sopranos

A adoração por “bons companheiros” e “poderoso chefão”, abre a série que ainda não mostra tudo que sei que tem. Preocupa-se com a familiarização, começas a sentir aquilo tudo dividido em partes, cada personagem teu seu espaço. Mistura-se Al Pacino, Scorsese, Coppola, Robert de Niro com Freud, Young e os behavioristas fazendo assim a melhor série de todos os tempos The Sopranos! Vendo tudo isso, percebo que metade de mim conhece muito bem a Itália e que na verdade meu desejo secreto e ser a chefe da máfia siciliana. Copolla e Scorsese se fizeram presentes com suas técnicas que ficaram evidentes na grande criação de David Chase, mas não exageradamente.O grande choque acontece quando, a mama não sai da porta oferecendo comida e mais comida, na verdade “Ma” nem tem essa intenção prefere ser arrogante e mesquinha, veio da Itália, mas prefere não estar ao redor da máfia e sim se inserir de maneira sutil e perversa. Continuamos a construir uma ligação com aquela família que na verdade não é “a” família e sim “as”. Tony Soprano divide-se entre esposa e os filhos onde se mostra antiquado e moralista seguindo as normas daquela sociedade masculina italiana, e em sua segunda família é um líder avançado e eficiente, vanguardista eu diria, não respeitando a risca as regras do seu, nosso, godfather Don Corleone. A Itália aparece com algum prêmio valioso, onde se consegue todas as forças, de onde a espada poderosa da máfia se deposita e só os abençoados podem ir ver. Mais do que apenas uma mise-en-scene, depois de 54 minutos convivendo com tudo isso é como se não soubesse como é viver aqui, no mundo real, agora estou andando por New Jersey... Nós nos pegamos torcendo por um chefe da máfia, assassino, psicopata. Percebemos que não é sobre isso que se trata a série, consegue-se fazer o que Hitchcock e Patrícia Higsmith faziam à humanização do vilão a transformação gradativa em herói, tratando assim de homem no coletivo, se comparando assim com Shakespeare. Torna-se mais do que apenas uma série de máfia, se torna a captação da essência da família americana com uma sutileza inescrupulosa, que me faz vibrar! A coragem de gritar tudo sem nenhum pudor e acima de tudo muito bem feito. O que consigo sentir na série e pensar sobre ela continua nas minhas entranhas pra todo sempre e a única sugestão é: VEJAM!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

um monte de besteira.

E ouvindo um samba... Aquela anciosidade foi deixada de lado, ou não, ainda não sabia ao certo. Suas costas pareciam de elefante e como no filme era abandonado em um quarto como um doente terminal. Seus olhos lacrimejavam toda vez que escutava uma melodia “Angelical” como dizia com seu ar brega chique vestido de terninho com uma pasta colorida de layout inovador. Sua mente parava quando sentia muito calor, e então no meio da avenida se despia e saia desfilando, digno de Kate Moss com pêlos. Ele amanhecia e ainda com remela verde nos olhos, pulava da janela do quarto andar em cima de uma nuvem velha e esburacada que o levava em um mundo de luz e sombra e ele percebia que era o único lugar que conseguia espreguiçar as pernas, estava perdido, e sabia que aquele outro lugar tinha diminuído de tamanho e com sua grande cabeça e ombros largos não conseguia mais entrar, sentia frio longe da nuvem. Uma infusão de idéias e ervas lhe ocorria em alguns momentos, parecia que tinha tomado uma coisa tão forte que só conseguia se balançar e balançar, seus neurônios estavam explodindo, não queria esquecer mais já estava tão longe, e então suas pernas paralisadas iam sempre pro lado contrario, uma rua com uma grande parede no final, que nem com todos seus poderes místicos, era possível atravessar, nem se transformando em camaleão. “Talvez pelo um buraquinho, invadiu-me a casa, acordou-me na cama, tomou meu coração e sentou na minha mão...”. Estava em um carro com olhos fechados, muito vento passava e entrava nas suas orelhas internas, fazendo um barulinho esquisito que o fazia voltar praquela cena, naquele dia, mas era apenas espectador e se frustrava, queria mudar as linhas escritas do dia anterior, queria colorir mais aquela cena em preto e branco, queria tanta coisa o coitado. Ele gritava: ”A terra esta tão longe vamos fazer amor, vamos nos comer em cima da arvore, quero gozar na tua cara, quero sentir teu suor, e escorregar de algum lugar bem alto.” Mas, na verdade ele não falou, seu puritanismo fedia de um jeito estranho, fedia a ovo com coco, e acordava de tudo completamente assustado, dançando um bregoso em Icoaraci com uma mulata linda e bunduda que também era bondosa e o fazia chorar lambendo seus peitos e na sua meninice ele aceitava tudo de uma vez... Seu ar confuso barroco o perseguia e culpava sei lá quem, aos reis, ao inferno, ao papa... E acabava com tudo com sua cordinha pelo pescoço clichê.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Essa papo já tá qualquer coisa...

Ontem com sentimento de desconforto, utilizei de coisas para desanuviar e ficar com minha consciência um pouco diferente do normal... Senti necessidade de futilidades e toda feliz tomando banho, ainda pensando naquela música, fui achando uma saída. Vou ler aquela revista qualquer dessas que chega aqui em casa em domingos quentes as quais nunca me interessaram muito... Deitei na cama cantando com minha mãe uma canção que dizia:... “Virá que eu vi...” e fui me deitando no ritmo estranho que ela entra em mim, era como se eu tivesse em outra dimensão, uma viagem que envolvia putas e anões que se misturavam numa dança meio tântrica. Pensei que estava em um feudo medieval. Conhecia um jogador de basquete, meio fora de moda que tinha diminuído de tamanho de maneira impressionante e que não conseguia alcançar a prateleira de pratos... Ele dançava ska engraçado e tinha medo de aranhas e de escuro, era meio chocolate e sua casa era de palha como naquele joguinho de computador, cortava lenha e fazia poesias abstratas e pós- contemporâneas. Naquele feudo, também, de dentro da minha cabeça existia uma mulher que cantava como a Nina Simone e dançava como uma dama européia vinda da monarquia absolutista, uma divina dama francesa, suja com roupas rasgadas e que tocava flauta doce pra se distrair. Ela tinha uma canoinha onde levava amigos passando de vala em vala tocando tudo pra todos, tinha um senso de humor fantástico, conseguia enganar até o gato da Alice com suas peripécias, mas ela era a paixão, ela permanecia na cabeça do anão como se fosse chiclete. Aparecia nos seus sonhos como se fosse uma gata jazzista que estava sentada,com um vestido cortado na perna, em um piano, cantado:” I say hell. Man, woman were created; Hell!To live for eternity;Hell! With an apple they ate from the tree of hate;So you know darn well;That they went to hell…”. Ela sabia, cantava na frente de sua casa, porque ele dava as melhores gorjetas, mas não se empenhava em sentir o mesmo, zombava... Pensava que ele nunca conseguiria a satisfazer e também existia tanto negocio e tanto negociante que ela não deveria perder tempo com um reles anão jogador de basquete. Ela preferia capoeira, ela não queria se acomodar queria ir pra lua, queria fuder na linha do equador queria ser vassala, queria fazer cantigas trovadorescas, queria vir para o futuro, e na minha mente eles dois pulsavam... Então comecei a ler a revista dita no começo desse infortúnio texto, e tinha um monte de besteiras:” Compre sapatos blábláblá”;”Cartão tal com benefícios tal...”;”Você quer emagrecer, então... “AAAAAAAAAAAAAAAAAA. Voltei de novo a minha mente e comecei a ouvir um “quaaaa quaaa quaaa” aqueles efeitos de música, tipo um pato... E as coisas foram voltando de novo de dentro de uma nuvem escura e de repente eles estavam dançando na praça principal da aldeia medieval da minha cabeça. Eles dançavam um musica calminha, meio de ninar e ela dizia:” Vamos morrer.”; ele dizia:”Que bom.”. E repetiam, repetiam, repetiam... As coisas na minha cabeça começaram a girar a girar a girar, me segurei na primeira arvore que encontrei, aquela arvore que tinha galhos saindo da minha cabeça e de cima dela como escorregabunda cai bem em cima daquilo tudo de novo. Eles me puxaram pra roda, dançamos a noite toda e dormi sonhando com o anão e a puta, sonhando com um ménage em uma praia, consegui entender tudo depois da primeira xícara de café e então senti saudades...